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Quando Os Ciprestes Davam Laranjas
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QUANDO OS CIPRESTES DAVAM LARANJAS

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Não é um romance. Não é um ensaio. Não é uma biografia. Não é um livro de contos. Quando os ciprestes davam laranjas, é um conjunto de textos, num registo directo e incisivo, como um bisturi, de cujos recortes ressalta o sangue da ironia e do afecto. Neles, o autor relata memórias da sua infância e juventude, que entrelaça com pedaços de vida das gentes de uma aldeia, nas décadas de 60 e 70, do século passado. Através de um discurso narrativo, quase cinematográfico, despretensioso e cru, ora humorístico ora sofredor (sem nunca resvalar para a pieguice), consegue transportar-nos para aquele tempo, e trazer à nossa presença o pulsar da vida, os cheiros da terra molhada, o cantar dos galos, o chilrear das andorinhas ou o vermelho das papoilas.

Há textos que sangram e outros que provocam o riso. Nos mais intimistas, o autor desnuda-se perante o leitor e desvenda dores e alegrias que o marcaram. A partir de provérbios, crenças e costumes, que pontua com reflexões sobre Deus, o mundo ou a morte, dá-nos um retrato antropológico e social da época, em que se debruça sobre o papel do Estado Novo, da Igreja e da mulher

Há Histórias de encantar e de desencantar. Uma galinha que se suicida por amor, e outras que fazem greve. Bruxas, lobisomens e cobras aladas. Superstições, céus de amores-perfeitos e uma burra esfomeada. Enxadas, moinhos, carroças e estendais de ceroulas. Minas de água fresca e restolhos de trigo. Procissões, um pato que vai à missa, velórios, bandas a tocar e foguetes no ar. E há pessoas. Pessoas de carne e osso. No final, fica a verve, o sangue, os afectos e a terra. O pulsar da vida, tal como ela é.

“Nos anos 60 já não se faziam tantos filhos como nas décadas anteriores, em que casal que não tivesse pelo menos meia dúzia deles é porque algo estava a falhar. Ou o badalo deixara de funcionar, ou a fonte tinha secado.”


“Tal como ‘As pombinhas da Catrina, que andam de mão em mão’, eu andava de mãe em mãe. Mudava de mãe como quem mudava de bibe. Aos dois anos de idade, tinha mais facilidade em distinguir os naipes do baralho de cartas do que as mães.”


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